O cigarro eletrônico é seguro?

A resposta mais correta é “não sabemos”, não a longo prazo. O cigarro eletrônico moderno como conhecemos atualmente foi inventado em 2003 e passou a ser comercializado em escala global em 2004. De lá para cá se tornou um assunto de grande repercussão e interesse, tanto para empresas que desejam explorar o produto até governos e instituições de saúde que desejam saber se ele é uma ameaça ou não. A verdade é que todos os que desejavam comprovar seus malefícios até agora não conseguiram e aqueles que realizaram pesquisas sérias descobriram que o cigarro eletrônico possui a mesma chance de causar câncer que os já adotados métodos anti-tabagistas como gomas de mascar e adesivos de nicotina, com menos de 1% de chance comparados aos cigarros convencionais.
Porém é considerado “longo prazo” uma pesquisa de 20 a 30 anos e simplesmente não passou tempo suficiente para isso, portanto é dito que os cigarros eletrônicos são indicados para todos aqueles que desejam parar de fumar, pois a diminuição de danos é de 99%, mas não é indicado para passatempo para aqueles que já não fumam.

A nicotina faz mal à saúde?

Há um erro comum em associar a nicotina com o câncer que os cigarros provocam. A nicotina é um composto extremamente viciante, porém ela não causa câncer. A premissa dos cigarros eletrônicos é exatamente saciar o vício do fumante entregando a nicotina, mas sem a presença de todas as milhares de substâncias tóxicas que a acompanham.
 

Existem efeitos colaterais?

Sim, há efeitos colaterais e algumas consequências de se vaporar, pois ao substituir os cigarros pelo vapor seu organismo passa por todo um novo processo, porém a maioria é leve e muitos passam rapidamente. Os mais comuns são:

  1. Boca seca: o propilenoglicol, ingrediente dos líquidos que consumimos, é característico por causar leve desidratação, portanto tomar água e se hidratar corretamente é sempre o ideal, vaporando ou não;
  2. Tosse: Extremamente relativo e pode não ser um efeito colateral específico, mas sim uma consequência de vaporar, pois quando largamos os cigarros nossos pulmões começam a regenerar os alvéolos pulmonares e este processo pode causar tosse. Além disso, o ato de vaporar é diferente do de fumar e quando se começa a aprender a mecânica do vapor pode acabar se afogando ao puxar muito ar ou muito volume de vapor, sendo necessária uma breve adaptação; 
  3. Insônia: Outro processo que é mais uma consequência do que um efeito colateral. Quando paramos de fumar, a alta dose de nicotina que estávamos acostumados passa a ser menor, pois a absorção de nicotina pelos vapers é menor e menos aguda, o que pode causar insônia, que também passa após um período de adaptação médio de 1 semana;
  4. Tontura: Praticamente atrelada apenas ao uso da nicotina, quando se começa no vapor é comum acabar errando na dose inicial de nicotina, pois cada organismo responde de forma diferente, o que pode levar a tonturas leves. Uma análise na concentração de nicotina e potencial diminuição é indicada nestes casos. Normalmente o vaper acaba se acostumando e os sintomas não persistem;
  5. Alergias: Um pequeno percentual das pessoas é alérgica ao Propilenoglicol, um ingrediente presente em 90% dos líquidos comerciais disponíveis. Para estes casos é indicado líquidos compostos sem Propilenoglicol ou com uma concentração muito pequena. São os casos dos juices chamados “max VG” ou “99% VG” ou ainda “100% VG”. Em menor quantidade ainda são pessoas alérgica ao níquel que alguns atomizadores utilizam na composição das resistências, neste caso deve-se evitar usar este tipo de material e escolher aço inoxidável ou kanthal;
  6. Problemas bucais como aftas: Mais uma consequência e não um efeito colateral. Quando vaporamos estamos o tempo todo colocando a drip tip (a piteira) na boca e ao contrário dos cigarros, que são descartáveis, a piteira é frequentemente a mesma e dependendo de como o aparelho é manipulado, pode trazer sujeira e bactérias até a boca, aumentando a incidência de aftas e outros problemas bucais; o correto a se fazer neste caso é sempre manter limpa sua piteira, pode ser lavada com agua normalmente.

Em todos os casos, sempre é bom um acompanhamento profissional e persistindo os sintomas, vá ao médico!

 

Qual é o melhor atomizador?

A quantidade de atomizadores no mercado cresce a cada dia e novidades são frequentes, isso quer dizer que a escolha do atomizador pode ser muito pessoal e mudar radicalmente de uma hora para outra. Apesar disso, podemos determinar algumas características principais que podem lhe ajudar a escolher um modelo específico:

Tipo: Atomizadores podem RDA (Rebuildable Dripper Atomizer) que são atomizadores sem recipiente, exigindo que o líquido seja pingado (dripped) diretamente na coil, podem ser RTA (Rebuildable Tank Atomizer) que são atomizadores com recipiente para líquidos ou RDTA (Rebuildable Dripper Tank Atomizer) que são atomizadores com recipiente abaixo do deck e que ainda assim permitem que liquido seja pingado diretamente na coil. O tipo do atomizador muda toda a experiência, modifica a questão de praticidade (ter líquido para consumir até necessitar reabastecer ou precisar pingar o tempo inteiro), maior ou menor sabor, etc. 

No caso dos atomizadores RTA existem duas subcategorias, os modelos que utilizam “coilheads” que são resistências descartáveis que não podem ser reaproveitadas e aqueles que permitem a utilização de coils que devem ser confeccionadas e instaladas (os modelos das fotos acima são deste tipo). Alguns modelos permitem ambos, bastando trocar a base do atomizador para adaptar a instalação.

Número de coils: A quantidade de coils que podem ser instaladas ao mesmo tempo. Alguns atomizadores são exclusivamente dual coil (para duas resistências), outros single coil (apenas uma resistência pode ser instalada). Alguns modelos inclusive oferecem as duas versões, com bases que podem ser trocadas. 

Tipos de deck: Alguns atomizadores permitem trocar o deck para modelos diferentes. Em alguns casos o número de resistências não modifica, podendo vários modelos de decks oferecer a instalação das mesmas duas coils, porém com design diferenciado, mudando a forma como as coils são instaladas.

Airflow superior/inferior: A entrada de fluxo de ar é uma característica que modifica muito a experiência do vapor e pode ser uma característica determinante para a sua decisão de compra. Airflow na parte de baixo pode gerar vazamentos, enquanto um airflow superior torna virtualmente impossível a existência de vazamentos. Alguns modelos oferecem as duas opções simultaneamente.

Tamanho: Atomizadores maiores possuem maior capacidade de líquido, necessitando reabastecimento menos frequente. Atomizadores menores tendem a possuir um melhor sabor pois a câmara da resistência e o menor comprimento da chaminé contribuem para potencializar a sensação de sabor.

Tipo de coil: Atomizadores podem ser feitos para receber “coilheads”, resistências comerciais prontas que bastam ser substituídas para continuar o uso do aparelho, apresentando maior praticidade, porém menor liberdade e também maior custo. Atomizadores que permitem a instalação das próprias coils dão maior liberdade, porém exigem maior conhecimento do usuário.

Qual é o melhor aparelho para iniciantes? 

Assim como os atomizadores, os aparelhos também apresentam uma grande gama de opções, porém há um consenso de que os aparelhos indicados para iniciantes devem ser os chamados “regulados”, pois possuem chip interno que apresenta diversos mecanismos de segurança.

Os modelos atuais podem ser divididos em três tipos distintos: os modelos extremamente portáteis cujos tamanhos mais se assemelham aos cigarros como o MyJet, iCare ou Juul, os kits também chamados de “all-in-one” que oferecem tudo em um só produto e normalmente possuem formato caneta ou cilíndrico, sendo opções mais práticas e que normalmente trabalham com coilheads (resistências que precisam ser trocadas e não podem ser reaproveitadas) com modelos como o Ego One, iJust e Ego AiO e por último todos os outros modelos com suas mais diversas formas, quantidade de baterias e outras características, que representam 90% do mercado.

Nesta terceira opção, praticamente todos os modelos comercializados atualmente possuem características técnicas idênticas, ficando à cargo do usuário a escolha de design, ergonomia e facilidade de uso do menu e das opções, além da quantidade de baterias que irão determinar a potência máxima e autonomia do aparelho.

Apenas dessas diferenças, os chips são capazes de executar os mesmos modos de operação e possuem as mesmas opções de uso.

Para tornar esta resposta mais duradoura, já que aparelhos são constantemente lançados no mercado, o ideal é que você pesquise nas mídias sociais à procura dos modelos mais adotados e vendidos, faça uma breve pesquisa de preços e procure por análises de cada produto que você selecionou, sendo o Youtube uma ótima fonte de informação.

Sabor, líquidos, juices e DIY-

Estou sentindo juice espirrando na boca

Uma das mazelas atuais que atingem os vapers é o “spitback”, palavra americana cuja tradução literalmente significa “cuspir de volta”. O processo ocorre quando você aciona seu ecig e sente gotículas de juice quente em contato com lábios, boca e língua, como o próprio nome já diz, tão agradável quanto fritar bacon nu.

Estou sentindo gosto de queimado

Existem duas possibilidade para você sentir gosto de queimado. A primeira são hotspots, locais específicos das resistências que esquentam muito mais do que qualquer outra parte, queimando juice que fique naquele local. Se este for o caso, é preciso mexer um pouco com a coil até acertar. Temos um artigo que explica detalhadamente como fazer sua resistência e tratamos também sobre os hotspots.

O segundo motivo pode ser o algodão queimado. Toda resistência recebe algodão, desde as manuais até as prontas de fábrica. Se o algodão queimar apenas uma vez e mesmo que só um pouco, você provavelmente sentirá sabor de queimado até trocar o algodão. Se for uma coilhead (as prontas de fábrica) infelizmente só substituindo.

Quando vaporo sinto a garganta arranhar muito

O arranhar na garganta é chamado de “throat hit” e ele é causado pela nicotina. É a típica sensação do ato de fumar e no vapor muitas pessoas procuram esta sensação pois sem ela parece faltar algo. Outros fatores podem aumentar a sensação como maior percentual de Propilenoglicol no juice, maior potência, número de coils, tipo de atomizador mais aberto ou dripper, etc. É possível também suavizar esta sensação acrescentando mais Glicerina Vegetal ao juice, usando potências mais baixas, coils simples, fechar o fluxo de ar, etc.

Outro fator que influencia no throat hit é a oxidação da nicotina. Com o tempo ela se torna mais apimentada, escurecendo o juice e deixando-o mais forte. Por este motivo é indicado acrescentar a nicotina apenas após o período de maturação dos juices, alguns dias antes do uso do juice.

Quanto de nicotina devo usar nos meus juices?

Existe uma tabela "guia" para o usuario saber uma media de nicotina a ser usada no começo da experiência, que pode variar pelo proprio usuario:

Problemas técnicos e manutenção


Meu aparelho não liga

Assim como qualquer outro aparelho eletrônico, “não ligar” pode ser um sintoma de muitos problemas. A primeira coisa a se certificar é se suas baterias estão instaladas corretamente, com os lados positivo e negativo no sentido correto, além de plenamente carregadas. Praticamente todos os aparelhos utilizam o sistema de 5 cliques no botão de disparo para ligar/desligar o aparelho. 

Se mesmo assim ele não der sinal de vida, experimente conectá-lo ao computador através do cabo USB e verificar se o programa de atualização de software reconhece o aparelho (praticamente todos os aparelhos mais novos fazem atualização de software). Se sim, é possível que só a tela tenha queimado, caso contrário o problema é mais sério.

Uma alternativa mais invasiva é abrir o aparelho e realizar uma limpeza. A maior parte dos problemas em aparelhos é ocasionada por infiltração de juice pela rosca 510 ou pelo botão de acionamento. No Youtube você encontra vídeos com exemplos de desmontagem de praticamente todos os aparelhos, mas mesmo que não encontre, normalmente é questão de retirar alguns parafusos. Se achar que não saberá remontar depois, tire fotos de todo o processo para auxiliar.

A limpeza deve ser feita com produtos químicos próprios como o Álcool Isopropílico que não conduz eletricidade e não deixa resíduos. Você pode utilizar produtos próprios para limpeza de equipamentos eletrônicos como os chamados “Limpa contato” ou outros similares. Após a limpeza, remonte o aparelho e aguarde algum tempo para garantir que qualquer produto utilizado tenha secado. Em muitos casos isso é suficiente para ele voltar à vida.

Se mesmo depois de tudo isso nada funcionar, você pode levá-lo à uma loja de eletrônica de sua cidade, normalmente que lide com celulares. Os cigarros eletrônicos não são aparelhos muito complexos e quem possui conhecimento de manutenção de outros dispositivos eletrônicos normalmente possuirá capacidade para consertar um mod.

Nas redes sociais existem profissionais que fazem este tipo específico de serviço, procure por eles nos grupos de Facebook.

Meu visor apagou

Se o aparelho continua funcionando, porém o visor apagou, pode ser a simples questão dele estar no modo “stealth”, quando ele continua funcionando de forma discreta, sem acionar o visor. Procure no manual do seu produto como acionar esta função e verifique se não é este o caso.

Outro motivo pode ser a queima do visor do LCD e isso necessitará de reparo. Você pode levá-lo à uma loja de eletrônica de sua cidade, normalmente que lide com celulares. Os cigarros eletrônicos não são aparelhos muito complexos e quem possui conhecimento de manutenção de outros dispositivos eletrônicos normalmente possuirá capacidade para consertar um mod.

Nas redes sociais existem profissionais que fazem este tipo específico de serviço, procure por eles nos grupos de Facebook.

A tela do meu aparelho está de ponta cabeça

Uma função comum nos mods é permitir o giro de 180 graus da tela. Na grande maioria das vezes basta pressionar os botões responsáveis por aumentar e diminuir a potência ao mesmo tempo, normalmente + e -. Em alguns casos é preciso fazer isso com o aparelho desligado. Apertando os dois botões simultaneamente por alguns segundos deve inverter a tela.

Segurança e baterias

Posso comprar qualquer tipo de bateria para usar nos aparelhos?

Não! As baterias são os componentes mais importantes e responsáveis por sua segurança. São elas que podem vazar e até explodir quando mal utilizadas. Só utilize baterias recomendadas pela comunidade, que normalmente segue as tabelas do Mooch, apelido de um americano especializado em tecnologia de baterias que faz extensivos testes nas baterias que utilizamos e mantém uma tabela com as marcas e modelos recomendados.

Como devo fazer a manutenção das minhas baterias?

Baterias possuem uma proteção plástica que pode ficar gasta, descascar e até sair com o tempo. Elas podem e devem ser trocadas para continuar protegendo a bateria de forma correta.

Posso andar com as baterias nos bolsos e bolsas?

Jamais! Baterias podem fechar curto com outros metais como moedas, chaves, chaveiros, etc. A única exceção é se as baterias estiverem devidamente protegidas em caixas de plástico ou com proteções de silicone, facilmente encontradas para compra na Internet.

Posso carregar as baterias no próprio aparelho?

Sim e não. Normalmente não é indicado o carregamento diretamente nos mods porque apesar das empresas alardearem que seus aparelhos fazem o carregamento correto, muitos não fazem e podem gerar até acidentes. Quando aparelhos possuem apenas uma bateria a coisa toda é menos grave, o problema começa quando o aparelho possui 2 ou mais baterias pois nestes casos é necessário um carregamento especial que faça uma carga balanceada. Muitos aparelhos simplesmente não fazem isso ou fazem de forma incorreta, que pode gerar stress nas baterias e até acidentes.

A única exceção está nos modelos DNA, aparelhos cujo chip faz o trabalho corretamente pois o chipset usado é o mesmo dos carregadores externos, que são indicados para serem usados ao invés de carregar diretamente nos aparelhos comuns. Carregadores externos indicados são das marcas Nitecore, Efest, Liitokala e Fenix.

Quando é que eu preciso trocar minhas baterias?

Se houver qualquer amassado a bateria deve ser descartada, mesmo que pequenos. Por menor que seja o amassado é impossível saber se ela foi ou não comprometida então na dúvida é melhor não arriscar.

Pode ser que nada aconteça, mas pode ser que algo dentro dela rompido sendo apenas uma questão de tempo (e pouco tempo neste caso) dela vazar ou coisa pior.

Outro momento de trocar sua bateria é quando ela passa a não apresentar a mesma autonomia ou potência, ela simplesmente parece “cansada”, sinal de que sua vida útil está chegando ao fim. Isso é muito relativo e depende de fatores como frequencia de utilização, as potências que foram exigidas dela, até temperaturas que ela possa ter sustentado.

Nunca esqueça de descartar as baterias em local adequado, normalmente supermercados e shoppings oferecem lixeiras especiais para baterias de todo tipo.

O que é um mod mecânico e por que são indicados apenas para vapers experientes?

Mods mecânicos são apenas mods feitos de metais em formatos diversos, sendo os tubulares os mais comuns. São apenas pedaços de metal que servem para colocar a bateria dentro enquanto um botão de metal fecha circuito embaixo e o próprio atomizador fecha circuito em cima. Você pode ter o mesmo resultado usando apenas fios. Por não ter qualquer chip que esteja oferecendo circuitos de proteção, controle de carga, inversão de baterias, entre outros sistemas que protegem você de problemas, são indicados apenas para usuários que possuem a disciplina de não só saber aplicar a Lei de Ohm, fazer a devida manutenção de suas baterias e respeitar suas especificações, mas manter uma postura de constante verificações da bateria e da coil.

 

CREDITOS: https://www.vaporaqui.net 
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